Da luz

23 Outubro 2017

Apetece beijar a luz apenas porque é ela que serve de véu quando a poesia nasce.
Apagada ou a inundar o espaço é indiferente quando se entrega a alma a alguém que tão bem se conhece e no peito onde apetece morar.
As mãos, os lábios e os gestos podem ser infinitos, mas a luz mantém-se imóvel criando cumplicidade com todos os desejos, anelos e palavras.
Tenho vontade de fazer dela um altar para a adorar em todos os momentos do meu dia ou da noite. Seja a luz do Sol, da Lua, dos candeeiros ou das velas que salpicam tímidas alguns cantos de casa. O desfazer dos vértices e das linhas paralelas é único e a descoberta e o desbravar de caminhos que se pensava já conhecidos é iluminador dos dias que se avizinham.
A luz é única e estende-se por todos os momentos fazendo deles algo ímpar.
Quando se apaga e fica apenas a penumbra, à memória vem o sorriso ou o olhar que reflete um infindável mundo novo.


Comentários:

É tão bom ver-ler-te assim!

Desabafado por: Paulo Moura em 23 Outubro 2017 | 15:51 
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