Da memória

31 Agosto 2017

Dias difíceis caminham a passos curtos. Um limbo estranho. Como se caminhasse perto do abismo mas sem vertigens. Sem medo. Perfeitamente consciente da consistência do terreno como se em outra vida, ou em outras vidas tivesse passado pelo mesmo, sabendo como lidar com cada buraco ou lomba, na estrada que tantas vezes não tem qualquer tipo de sinalização ou luminosidade.

O caminho vai-se fazendo. Lento ou rápido não sei como definir. Sei que o tempo não tem valor numa altura em que de momentos me encho em cada dia, e de memórias relatadas a dois, três ou quatro me completo.


Comentários:

Então, cachopa, o que se vai passar?

Desabafado por: Paulo Moura em 31 Agosto 2017 | 13:04 
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